Dez anos da pílula azul
E pensar que um remédio, a princípio estudado para tratamento de angina, está salvando relacionamentos de muitas pessoas. Isso mesmo, o Viagra que completa uma década neste ano e transformou a vida de milhares de homens e parceiras ao redor do mundo no tratamento de disfunção erétil, foi descoberto praticamente acidentalmente. Quando os cientistas em Sandwich, Reino Unido, desenvolveram o primeiro passo para a inibição da enzima chamada PDE5, o que resulta no aumento do fluxo sanguíneo, eles estavam atrás de um tratamento para angina. Porém, durante as pesquisas com o citrato de sildenafila, começaram a ser relatados efeitos secundários, de maneira que os estudos foram redirecionados ao tratamento da disfunção erétil.

Desde que recebeu aprovação para o tratamento da disfunção erétil (DE), o Viagra foi usado por mais de 35 milhões de homens em 120 países, registrando mais de 1,8 bilhão de comprimidos vendidos. Até hoje, Viagra é o medicamento para o tratamento de disfunção erétil mais prescrito no mundo, com uma média de seis pílulas azuis comercializadas por segundo. No primeiro ano de mercado (1998), foram vendidos no Brasil aproximadamente 3,8 milhões de comprimidos. Em 2007, foram 7,1 milhões de pílulas azuis comercializadas no País, ou seja, um crescimento de 97% em comprimidos em relação ao ano de lançamento. De 1998 até hoje foram vendidos aproximadamente 80 milhões de comprimidos de Viagra, só no Brasil. "Foi emocionante descobrir, durante as primeiras etapas de pesquisa, que Viagra poderia se converter em um tratamento tão aguardado por homens com disfunção erétil", diz Ian Osterloh, líder da equipe de Viagra na época do registro e lançamento do medicamento. Segundo o pesquisador, quando as pessoas começaram a ler notícias sobre estudos para o desenvolvimento de um comprimido para disfunção erétil, muitos pacientes escreveram para incentivar a continuação das investigações. "Apesar de acharmos que Viagra fosse ficar conhecido, nunca poderíamos ter imaginado o sucesso e o impacto que o medicamento teria na sociedade", admite Osterloh.
ELABORADO POR:
LUIZA GAMA
GABRIEL BITTENCOURT
CARLA CARDOSO